segunda-feira, 22 de abril de 2013

Uma nova estrela

No céu dela surge uma nova estrela.
Parece mais próxima e mais brilhante.
Refletindo em seu olhar cintilante,
São duas estrelas os olhos dela.

E pensar que já fui visto por ela
Enquanto eu brilhava por um instante;
Mais eu brilhei quando foi minha amante
E esse amor tornava a noite mais bela.

Mas, agora que esse novo astro vem
E a encanta com o brilho que tem,
Sou ofuscado e meu brilho é em vão.

Daqui eu vejo o mesmo negro véu
E ela, a única estrela em meu céu,
Se apaga e me deixa em escuridão.

v.: 0.1

quarta-feira, 13 de março de 2013

Em cima do muro

Quem será você que eu tanto procuro
Que eu tanto espero, mas nem sei se existe
Não sei se reside no meu futuro
Ou se é a projeção de um passado triste

Sinto sua falta quando fica escuro
E ao amanhecer, sua falta persiste
À tarde me assento em cima do muro
Percebo que é o pôr-do-sol que me assiste

E em cima do muro fica a esperança
Ora tão segura de sua chegada
Que fecha os olhos e sonha e descansa

Ora, sem força alguma para crer
E, de viver de sonhos, tão cansada
Já não espera e só quer te esquecer

v.: 0.1

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Meu lugar

Eu queria estar nos seus braços
Quando me abraço em seu olhar
Eu fico a olhar os seus traços
Traço meu caminho em seus passos
E passo os dias a sonhar

Eu sonho e viajo no espaço
E faço você me encontrar
Um encontro sem embaraço
Você e eu, e os seu cachos
Eu acho, em você, meu lugar

Mas quando te vejo, não faço
Ideia do que vou falar
Meu coração em descompasso
Fica calado, e se faz em pedaços
Ao assistir você se afastar

Você se afasta e eu ameaço
Esticar meu braço pra te chamar
Mas não chamo, só chamo o fracasso
Que vem e me chama de palhaço
Já te vejo longe, onde vai sempre estar

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Mão no bolso

Ele colocou a mão no bolso
Quando a viu chorando calada
E procurou por um presente para ela
Talvez por pássaros cantando à janela
Por um pôr-do-sol, uma noite estrelada
Ou por uma manhã clara e bela

Porém, em seu bolso não tinha nada
Nada que fizesse um sorriso brotar
Que remendasse todos seus pedaços
Mas levantando os braços no ar
Ele aproximou-se dela, devagar
E a envolveu em um abraço

Só que isso não foi suficiente
Mas para ele não foi surpresa
Pois percebia a grande tristeza
No entanto, a única intenção que tinha
Era que ela tivesse a certeza
De que ele nunca a deixaria sozinha

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Um bilhão

Enfim meu primeiro bilhão!
Não, não é dinheiro...
Não é dólar, nem é real,
Mas é meu e verdadeiro.

Um bilhão de grãos de areia
Que deslizaram por minha ampulheta.
Um bilhão de gotas de vida
Que despejadas em minha clepsidra
Transbordam quem eu sou hoje.
Um bilhão de fragmentos
Que unidos de mãos dadas
Até aqui formam minha estrada
E traçam meu caminho no tempo.

Enfim um bilhão de segundos.
Um bilhão!

Esse é tempo que estou no mundo
Nessa carreira incansável da vida.
Se fico em terceiro, se fico em segundo,
Não me importo! Eu sigo a corrida.
Eu não quero chegar em primeiro,
Mas vivendo bem cada segundo,
Continuo minha busca de ser inteiro.


Pelo meu bilionésimo segundiversário,
completado em 3 de fevereiro de 2013 às 16h31min40s, aproximadamente.
Obrigado por cada um deles :)
Mundo Pittônico das Ideias